Humilhou-se a si mesmo; por isso, Deus o exaltou acima de tudo.
Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses 2,6-11
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Jesus Cristo, existindo em condição divina, não fez do ser igual a Deus uma usurpação,
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mas ele esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos homens. Encontrado com aspecto humano,
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humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz.
9
Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo nome.
10
Assim, ao nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra, e toda língua proclame: "Jesus Cristo é o Senhor", para a glória de Deus Pai.
Palavra do Senhor.
Aclamação ao Evangelho
Fl 2,8-9
R. Glória e louvor a vós, ó Cristo.
V. Jesus Cristo se tornou obediente,
obediente até a morte numa cruz.
Pelo que o Senhor Deus o exaltou
e deu-lhe um nome muito acima de outro nome.
EVANGELHO (mais longo)
Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo Mateus 26,14-27,66
O que me dareis se vos entregar Jesus?
Naquele tempo,
14
Um dos doze discípulos, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os sumos sacerdotes
15
e disse: "O que me dareis se vos entregar Jesus?" Combinaram, então, trinta moedas de prata.
16
E daí em diante, Judas procurava uma oportunidade para entregar Jesus. Onde queres que façamos os preparativos para comer a Páscoa?
17
No primeiro dia da festa dos ázimos, os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: "Onde queres que façamos os preparativos para comer a Páscoa?"
18
Jesus respondeu: "Ide à cidade, procurai certo homem e dizei-lhe: 'O Mestre manda dizer: o meu tempo está próximo, vou celebrar a Páscoa em tua casa, junto com meus discípulos'".
19
Os discípulos fizeram como Jesus mandou e prepararam a Páscoa. Um de vós vai me trair.
20
Ao cair da tarde, Jesus pôs-se à mesa com os doze discípulos.
21
Enquanto comiam, Jesus disse: "Em verdade eu vos digo, um de vós vai me trair".
22
Eles ficaram muito tristes e, um por um, começaram a lhe perguntar: "Senhor, será que sou eu?"
23
Jesus respondeu: "Quem vai me trair é aquele que comigo põe a mão no prato.
24
O Filho do Homem vai morrer, conforme diz a Escritura a respeito dele. Contudo, ai daquele que trair o Filho do Homem! Seria melhor que nunca tivesse nascido!"
25
Então Judas, o traidor, perguntou: "Mestre, serei eu?" Jesus lhe respondeu: "Tu o dizes". Isto é o meu corpo. Isto é o meu sangue.
26
Enquanto comiam, Jesus tomou um pão e, tendo pronunciado a bênção, partiu-o, distribuiu-o aos discípulos, e disse: "Tomai e comei, isto é o meu corpo".
27
Em seguida, tomou um cálice, deu graças e entregou-lhes, dizendo: "Bebei dele todos.
28
Pois isto é o meu sangue, o sangue da aliança, que é derramado em favor de muitos, para remissão dos pecados.
29
Eu vos digo: de hoje em diante não beberei deste fruto da videira, até ao dia em que, convosco, beberei o vinho novo no Reino do meu Pai".
30
Depois de terem cantado salmos, foram para o monte das Oliveiras. Ferirei o pastor e as ovelhas do rebanho se dispersarão.
31
Então Jesus disse aos discípulos: "Esta noite, vós ficareis decepcionados por minha causa. Pois assim diz a Escritura: 'Ferirei o pastor e as ovelhas do rebanho se dispersarão'.
32
Mas, depois de ressuscitar, eu irei à vossa frente para a Galileia".
33
Disse Pedro a Jesus: "Ainda que todos fiquem decepcionados por tua causa, eu jamais ficarei".
34
Jesus lhe declarou: "Em verdade eu te digo, que, esta noite, antes que o galo cante, tu me negarás três vezes".
35
Pedro respondeu: "Ainda que eu tenha de morrer contigo, mesmo assim não te negarei". E todos os discípulos disseram a mesma coisa. Começou a ficar triste e angustiado.
36
Então Jesus foi com eles a um lugar chamado Getsêmani, e disse: "Sentai-vos aqui, enquanto eu vou até ali para rezar!"
37
Jesus levou consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, e começou a ficar triste e angustiado.
38
Então Jesus lhes disse: "Minha alma está triste até á morte. Ficai aqui e vigiai comigo!"
39
Jesus foi um pouco mais adiante, prostrou-se com o rosto por terra e rezou: "Meu Pai, se é possível, afaste-se de mim este cálice. Contudo, não seja feito como eu quero, mas sim como tu queres".
40
Voltando para junto dos discípulos, Jesus encontrou-os dormindo, e disse a Pedro: "Vós não fostes capazes de fazer uma hora de vigília comigo?
41
Vigiai e rezai, para não cairdes em tentação; pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca".
42
Jesus se afastou pela segunda vez e rezou: "Meu Pai, se este cálice não pode passar sem que eu o beba, seja feita a tua vontade!"
43
Ele voltou de novo e encontrou os discípulos dormindo, porque seus olhos estavam pesados de sono.
44
Deixando-os, Jesus afastou-se e rezou pela terceira vez, repetindo as mesmas palavras.
45
Então voltou para junto dos discípulos e disse: "Agora podeis dormir e descansar. Eis que chegou a hora e o Filho do Homem é entregue nas mãos dos pecadores.
46
Levantai-vos! Vamos! Aquele que me vai trair, já está chegando". Lançaram as mãos sobre Jesus e o prenderam.
47
Jesus ainda falava, quando veio Judas, um dos Doze, com uma grande multidão armada de espadas e paus. Vinham a mandado dos sumos sacerdotes e dos anciãos do povo.
48
O traidor tinha combinado com eles um sinal, dizendo: "Jesus é aquele que eu beijar; prendei-o!"
49
Judas, logo se aproximou de Jesus, dizendo: "Salve, Mestre!" E beijou-o.
50
Jesus lhe disse: "Amigo, a que vieste?" Então os outros avançaram lançaram as mãos sobre Jesus e o prenderam.
51
Nesse momento, um dos que estavam com Jesus estendeu a mão, puxou a espada, e feriu o servo do Sumo Sacerdote, cortando-lhe a orelha.
52
Jesus, porém, lhe disse: "Guarda a espada na bainha! pois todos os que usam a espada pela espada morrerão.
53
Ou pensas que eu não poderia recorrer ao meu Pai e ele me mandaria logo mais de doze legiões de anjos?
54
Então, como se cumpririam as Escrituras, que dizem que isso deve acontecer?"
55
E, naquela hora, Jesus disse à multidão: "Vós viestes com espadas e paus para me prender, como se eu fosse um assaltante. Todos os dias, no Templo, eu me sentava para ensinar, e vós não me prendestes".
56
Porém, tudo isto aconteceu para se cumprir o que os profetas escreveram. Então todos os discípulos, abandonando Jesus, fugiram. Vereis o Filho do Homem sentado à direita do Todo-poderoso.
57
Aqueles que prenderam Jesus levaram-no à casa do Sumo Sacerdote Caifás, onde estavam reunidos os mestres da Lei e os anciãos.
58
Pedro seguiu Jesus de longe até o pátio interno da casa do Sumo Sacerdote. Entrou e sentou-se com os guardas para ver como terminaria tudo aquilo.
59
Ora, os sumos sacerdotes e todo o Sinédrio procuravam um falso testemunho contra Jesus, a fim de condená-lo à morte.
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E nada encontraram, embora se apresentassem muitas falsas testemunhas. Por fim, vieram duas testemunhas,
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que afirmaram: "Este homem declarou: 'posso destruir o Templo de Deus e construí-lo de novo em três dias'".
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Então o Sumo Sacerdote levantou-se e perguntou a Jesus: "Nada tens a responder ao que estes testemunham contra ti?"
63
Jesus, porém, continuava calado. E o Sumo Sacerdote lhe disse: "Eu te conjuro pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Messias, o Filho de Deus".
64
Jesus respondeu: "Tu o dizes. Além disso, eu vos digo que de agora em diante vereis o Filho do Homem sentado à direita do Todo-poderoso, vindo sobre as nuvens do céu".
65
Então o sumo sacerdote rasgou suas vestes e disse: "Blasfemou! Que necessidade temos ainda de testemunhas? Pois agora mesmo vós ouvistes a blasfêmia.
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Que vos parece?" Responderam: "É réu de morte!"
67
Então cuspiram no rosto de Jesus e o esbofetearam. Outros lhe deram bordoadas,
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dizendo: "Faze-nos uma profecia, Cristo, quem foi que te bateu?" Antes que o galo cante, tu me negarás três vezes.
69
Pedro estava sentado fora, no pátio. Uma criada chegou perto dele e disse: "Tu também estavas com Jesus, o Galileu!"
70
Mas ele negou diante de todos: "Não sei o que tu estás dizendo".
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E saiu para a entrada do pátio. Então uma outra criada viu Pedro e disse aos que estavam ali: "Este também estava com Jesus, o Nazareno".
72
Pedro negou outra vez, jurando: "Nem conheço esse homem!"
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Pouco depois, os que estavam ali aproximaram-se de Pedro e disseram: "É claro que tu também és um deles, pois o teu modo de falar te denuncia".
74
Pedro começou a maldizer e a jurar, dizendo que não conhecia esse homem!" E nesse instante o galo cantou.
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Pedro se lembrou do que Jesus tinha dito: "Antes que o galo cante, tu me negarás três vezes". E saindo dali, chorou amargamente. Entregaram Jesus a Pilatos, o governador. 27,1 De manhã cedo, todos os sumos sacerdotes e os anciãos do povo convocaram um conselho contra Jesus, para condená-lo à morte.
2
Eles o amarraram, levaram-no e o entregaram a Pilatos, o governador. Não é lícito colocá-las no tesouro porque é preço de sangue.
3
Então Judas, o traidor, ao ver que Jesus fora condenado, ficou arrependido e foi devolver as trinta moedas de prata aos sumos sacerdotes e aos anciãos,
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dizendo: "Pequei, entregando à morte um homem inocente". Eles responderam: "O que temos nós com isso? O problema é teu".
5
Judas jogou as moedas no santuário, saiu e foi se enforcar.
6
Recolhendo as moedas, os sumos sacerdotes disseram: "É contra a Lei colocá-las no tesouro do Templo, porque é preço de sangue".
7
Então discutiram em conselho e compraram com elas o Campo do Oleiro, para aí fazer o cemitério dos estrangeiros.
8
É por isso que aquele campo até hoje é chamado de "Campo de Sangue".
9
Assim se cumpriu o que tinha dito o profeta Jeremias: "Eles pegaram as trinta moedas de prata - preço do Precioso, preço com que os filhos de Israel o avaliaram -
10
e as deram em troca do Campo do Oleiro, conforme o Senhor me ordenou!" Tu és o rei dos judeus?
11
Jesus foi posto diante do governador, e este o interrogou: "Tu és o rei dos judeus?" Jesus declarou: "É como dizes",
12
e nada respondeu, quando foi acusado pelos sumos sacerdotes e anciãos.
13
Então Pilatos perguntou: "Não estás ouvindo de quanta coisa eles te acusam?"
14
Mas Jesus não respondeu uma só palavra, e o governador ficou muito impressionado.
15
Na festa da Páscoa, o governador costumava soltar o prisioneiro que a multidão quisesse.
16
Naquela ocasião, tinham um prisioneiro famoso, chamado Barrabás.
17
Então Pilatos perguntou à multidão reunida: "Quem vós quereis que eu solte: Barrabás, ou Jesus, a quem chamam de Cristo?"
18
Pilatos bem sabia que eles haviam entregado Jesus por inveja.
19
Enquanto Pilatos estava sentado no tribunal, sua mulher mandou dizer a ele: "Não te envolvas com esse justo! Porque esta noite, em sonho, sofri muito por causa dele".
20
Porém, os sumos sacerdotes e os anciãos convenceram as multidões para que pedissem Barrabás e que fizessem Jesus morrer.
21
O governador tornou a perguntar: "Qual dos dois quereis que eu solte?" Eles gritaram: "Barrabás".
22
Pilatos perguntou: "Que farei com Jesus, que chamam de Cristo?" Todos gritaram: "Seja crucificado!"
23
Pilatos falou: "Mas, que mal ele fez?" Eles, porém, gritaram com mais força: "Seja crucificado!"
24
Pilatos viu que nada conseguia e que poderia haver uma revolta. Então mandou trazer água, lavou as mãos diante da multidão, e disse: "Eu não sou responsável pelo sangue deste homem. Este é um problema vosso!"
25
O povo todo respondeu: "Que o sangue dele caia sobre nós e sobre os nossos filhos".
26
Então Pilatos soltou Barrabás, mandou flagelar Jesus, e entregou-o para ser crucificado. Salve, rei dos judeus!
27
Em seguida, os soldados de Pilatos levaram Jesus ao palácio do governador, e reuniram toda a tropa em volta dele.
28
Tiraram sua roupa e o vestiram com um manto vermelho;
29
depois teceram uma coroa de espinhos, puseram a coroa em sua cabeça, e uma vara em sua mão direita. Então se ajoelharam diante de Jesus e zombaram, dizendo: "Salve, rei dos judeus!"
30
Cuspiram nele e, pegando uma vara, bateram na sua cabeça.
31
Depois de zombar dele, tiraram-lhe o manto vermelho e, de novo, o vestiram com suas próprias roupas. Daí o levaram para crucificar. Com ele também crucificaram dois ladrões.
32
Quando saíam, encontraram um homem chamado Simão, da cidade de Cirene, e o obrigaram a carregar a cruz de Jesus.
33
E chegaram a um lugar chamado Gólgota, que quer dizer "lugar da caveira".
34
Ali deram vinho misturado com fel para Jesus beber. Ele provou, mas não quis beber.
35
Depois de o crucificarem, fizeram um sorteio, repartindo entre si as suas vestes.
36
E ficaram ali sentados, montando guarda.
37
Acima da cabeça de Jesus puseram o motivo da sua condenação: "Este é Jesus, o Rei dos Judeus".
38
Com ele também crucificaram dois ladrões, um à direita e outro à esquerda de Jesus. Se és o Filho de Deus, desce da cruz!
39
As pessoas que passavam por ali o insultavam, balançando a cabeça e dizendo:
40
"Tu que ias destruir o Templo e construí-lo de novo em três dias, salva-te a ti mesmo! Se és o Filho de Deus, desce da cruz!"
41
Do mesmo modo, os sumos sacerdotes, junto com os mestres da Lei e os anciãos, também zombaram de Jesus:
42
"A outros salvou... a si mesmo não pode salvar! É Rei de Israel... Desça agora da cruz! e acreditaremos nele.
43
Confiou em Deus; que o livre agora, se é que Deus o ama! Já que ele disse: Eu sou o Filho de Deus".
44
Do mesmo modo, também os dois ladrões que foram crucificados com Jesus, o insultavam. Eli, Eli, lamá sabactâni?
45
Desde o meio-dia até às três horas da tarde, houve escuridão sobre toda a terra.
46
Pelas três horas da tarde, Jesus deu um forte grito: "Eli, Eli, lamá sabactâni?", que quer dizer: "Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?"
47
Alguns dos que ali estavam, ouvindo-o, disseram: "Ele está chamando Elias!"
48
E logo um deles, correndo, pegou uma esponja, ensopou-a em vinagre, colocou-a na ponta de uma vara, e lhe deu para beber.
49
Outros, porém, disseram: "Deixa, vamos ver se Elias vem salvá-lo!"
50
Então Jesus deu outra vez um forte grito e entregou o espírito. Aqui todos se ajoelham e faz-se uma pausa.
51
E eis que a cortina do santuário rasgou-se de alto a baixo, em duas partes, a terra tremeu e as pedras se partiram.
52
Os túmulos se abriram e muito corpos dos santos falecidos ressuscitaram!
53
Saindo dos túmulos, depois da ressurreição de Jesus, apareceram na Cidade Santa e foram vistos por muitas pessoas.
54
O oficial e os soldados que estavam com ele guardando Jesus, ao notarem o terremoto e tudo que havia acontecido, ficaram com muito medo e disseram: "Ele era mesmo Filho de Deus!"
55
Grande número de mulheres estava ali, olhando de longe. Elas haviam acompanhado Jesus desde a Galileia, prestando-lhe serviços.
56
Entre elas estavam Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu. José colocou o corpo de Jesus em um túmulo novo.
57
Ao entardecer, veio um homem rico de Arimateia, chamado José, que também se tornara discípulo de Jesus.
58
Ele foi procurar Pilatos e pediu o corpo de Jesus. Então Pilatos mandou que lhe entregassem o corpo.
59
José, tomando o corpo, envolveu-o num lençol limpo,
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e o colocou em um túmulo novo, que havia mandado escavar na rocha. Em seguida, rolou uma grande pedra para fechar a entrada do túmulo, e retirou-se.
61
Maria Madalena e a outra Maria estavam ali sentadas, diante do sepulcro. Tendes uma guarda. Ide, guardai o sepulcro como melhor vos parecer.
62
No dia seguinte, como era o dia depois da preparação para o sábado, os sumos sacerdotes e os fariseus foram ter com Pilatos,
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e disseram: "Senhor, nós nos lembramos de que quando este impostor ainda estava vivo, disse: 'Depois de três dias eu ressuscitarei!'
64
Portanto, manda guardar o sepulcro até ao terceiro dia, para não acontecer que os discípulos venham roubar o corpo e digam ao povo: 'Ele ressuscitou dos mortos!' pois essa última impostura seria pior do que a primeira".
65
Pilatos respondeu: "Tendes uma guarda. Ide e guardai o sepulcro como melhor vos parecer".
66
Então eles foram reforçar a segurança do sepulcro: lacraram a pedra e montaram guarda.
Palavra da Salvação
Ou:
EVANGELHO (mais breve)
Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo Mateus 27,11-54
Tu és o rei dos judeus?
11
Naquele tempo, Jesus foi posto diante do Pôncio Pilatos, e este o interrogou: "Tu és o rei dos judeus?" Jesus declarou: "É como dizes",
12
e nada respondeu, quando foi acusado pelos sumos sacerdotes e anciãos.
13
Então Pilatos perguntou: "Não estás ouvindo de quanta coisa eles te acusam?"
14
Mas Jesus não respondeu uma só palavra, e o governador ficou muito impressionado.
15
Na festa da Páscoa, o governador costumava soltar o prisioneiro que a multidão quisesse.
16
Naquela ocasião, tinham um prisioneiro famoso, chamado Barrabás.
17
Então Pilatos perguntou à multidão reunida: "Quem vós quereis que eu solte: Barrabás, ou Jesus, a quem chamam de Cristo?"
18
Pilatos bem sabia que eles haviam entregado Jesus por inveja.
19
Enquanto Pilatos estava sentado no tribunal, sua mulher mandou dizer a ele: "Não te envolvas com esse justo! Porque esta noite, em sonho, sofri muito por causa dele".
20
Porém, os sumos sacerdotes e os anciãos convenceram as multidões para que pedissem Barrabás e que fizessem Jesus morrer.
21
O governador tornou a perguntar: "Qual dos dois quereis que eu solte?" Eles gritaram: "Barrabás".
22
Pilatos perguntou: "Que farei com Jesus, que chamam de Cristo?" Todos gritaram: "Seja crucificado!"
23
Pilatos falou: "Mas, que mal ele fez?" Eles, porém, gritaram com mais força: "Seja crucificado!"
24
Pilatos viu que nada conseguia e que poderia haver uma revolta. Então mandou trazer água, lavou as mãos diante da multidão, e disse: "Eu não sou responsável pelo sangue deste homem. Este é um problema vosso!"
25
O povo todo respondeu: "Que o sangue dele caia sobre nós e sobre os nossos filhos".
26
Então Pilatos soltou Barrabás, mandou flagelar Jesus, e entregou-o para ser crucificado. Salve, rei dos judeus!
27
Em seguida, os soldados de Pilatos levaram Jesus ao palácio do governador, e reuniram toda a tropa em volta dele.
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Tiraram sua roupa e o vestiram com um manto vermelho;
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depois teceram uma coroa de espinhos, puseram a coroa em sua cabeça, e uma vara em sua mão direita. Então se ajoelharam diante de Jesus e zombaram, dizendo: "Salve, rei dos judeus!"
30
Cuspiram nele e, pegando uma vara, bateram na sua cabeça.
31
Depois de zombar dele, tiraram-lhe o manto vermelho e, de novo, o vestiram com suas próprias roupas. Daí o levaram para crucificar. Com ele também crucificaram dois ladrões.
32
Quando saíam, encontraram um homem chamado Simão, da cidade de Cirene, e o obrigaram a carregar a cruz de Jesus.
33
E chegaram a um lugar chamado Gólgota, que quer dizer "lugar da caveira".
34
Ali deram vinho misturado com fel para Jesus beber. Ele provou, mas não quis beber.
35
Depois de o crucificarem, fizeram um sorteio, repartindo entre si as suas vestes.
36
E ficaram ali sentados, montando guarda.
37
Acima da cabeça de Jesus puseram o motivo da sua condenação: "Este é Jesus, o Rei dos Judeus".
38
Com ele também crucificaram dois ladrões, um à direita e outro à esquerda de Jesus. Se és o Filho de Deus, desce da cruz!
39
As pessoas que passavam por ali o insultavam, balançando a cabeça e dizendo:
40
"Tu que ias destruir o Templo e construí-lo de novo em três dias, salva-te a ti mesmo! Se és o Filho de Deus, desce da cruz!"
41
Do mesmo modo, os sumos sacerdotes, junto com os mestres da Lei e os anciãos, também zombaram de Jesus:
42
"A outros salvou... a si mesmo não pode salvar! É Rei de Israel... Desça agora da cruz! e acreditaremos nele.
43
Confiou em Deus; que o livre agora, se é que Deus o ama! Já que ele disse: Eu sou o Filho de Deus".
44
Do mesmo modo, também os dois ladrões que foram crucificados com Jesus, o insultavam. Eli, Eli, lamá sabactâni?
45
Desde o meio-dia até às três horas da tarde, houve escuridão sobre toda a terra.
46
Pelas três horas da tarde, Jesus deu um forte grito: "Eli, Eli, lamá sabactâni?", que quer dizer: "Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?"
47
Alguns dos que ali estavam, ouvindo-o, disseram: "Ele está chamando Elias!"
48
E logo um deles, correndo, pegou uma esponja, ensopou-a em vinagre, colocou-a na ponta de uma vara, e lhe deu para beber.
49
Outros, porém, disseram: "Deixa, vamos ver se Elias vem salvá-lo!"
50
Então Jesus deu outra vez um forte grito e entregou o espírito. Aqui todos se ajoelham e faz-se uma pausa.
51
E eis que a cortina do santuário rasgou-se de alto a baixo, em duas partes, a terra tremeu e as pedras se partiram.
52
Os túmulos se abriram e muito corpos dos santos falecidos ressuscitaram!
53
Saindo dos túmulos, depois da ressurreição de Jesus, apareceram na Cidade Santa e foram vistos por muitas pessoas.
54
O oficial e os soldados que estavam com ele guardando Jesus, ao notarem o terremoto e tudo que havia acontecido, ficaram com muito medo e disseram: "Ele era mesmo Filho de Deus!"
Palavra da Salvação.
Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo Mateus 27,11-54
Naquele tempo:
Jesus foi posto diante de Pôncio Pilatos,
e este o interrogou:
'Tu és o rei dos judeus?'
Jesus declarou: 'É como dizes',
e nada respondeu, quando foi acusado
pelos sumos sacerdotes e anciãos.
Então Pilatos perguntou:
'Não estás ouvindo de quanta coisa eles te acusam?'
Mas Jesus não respondeu uma só palavra,
e o governador ficou muito impressionado.
Na festa da Páscoa,
o governador costumava soltar o prisioneiro
que a multidão quisesse.
Naquela ocasião, tinham um prisioneiro famoso,
chamado Barrabás.
Então Pilatos perguntou à multidão reunida:
'Quem vós quereis que eu solte:
Barrabás, ou Jesus, a quem chamam de Cristo?'
Pilatos bem sabia
que eles haviam entregado Jesus por inveja.
Enquanto Pilatos estava sentado no tribunal,
sua mulher mandou dizer a ele:
'Não te envolvas com esse justo! porque esta noite,
em sonho, sofri muito por causa dele.'
Porém, os sumos sacerdotes e os anciãos
convenceram as multidões para que pedissem Barrabás
e que fizessem Jesus morrer.
O governador tornou a perguntar:
'Qual dos dois quereis que eu solte?'
Eles gritaram: 'Barrabás.'
Pilatos perguntou: 'Que farei com Jesus,
que chamam de Cristo?'
Todos gritaram: 'Seja crucificado!'
Pilatos falou: 'Mas, que mal ele fez?'
Eles, porém, gritaram com mais força:
'Seja crucificado!'
Pilatos viu que nada conseguia<