Liturgia da Palavra

Liturgia Diária

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Semana Santa · Cor litúrgica: Vermelho

Domingo

29 de março de 2026
Tempo
Semana Santa
Memória/Celebração
Domingo, 29 de Março de 2026
Resumo das leituras
Leituras:
Sl 21(22),8-9.17-18a.19-20.23-24 (R. 2a)
Fl 2,6-11
Salmo

Sl 21(22),8-9.17-18a.19-20.23-24 (R. 2a)

Resposta
℟. Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?
8

Riem de mim todos aqueles que me veem, *

torcem os lábios e sacodem a cabeça:

9

"Ao Senhor se confiou, ele o liberte *

e agora o salve, se é verdade que ele o ama!" R.

17

Cães numerosos me rodeiam furiosos, *

e por um bando de malvados fui cercado.

Transpassaram minhas mãos e os meus pés *

18a

e eu posso contar todos os meus ossos. * R.

19

Eles repartem entre si as minhas vestes *

e sorteiam entre si a minha túnica.

20

Vós, porém, ó meu Senhor, não fiqueis longe, *

ó minha força, vinde logo em meu socorro! R.

23

Anunciarei o vosso nome a meus irmãos *

e no meio da assembleia hei de louvar-vos!

24

Vós que temeis ao Senhor Deus, dai-lhe louvores, †

glorificai-o, descendentes de Jacó, *

e respeitai-o, toda a raça de Israel! R.

2ª Leitura

Fl 2,6-11

Humilhou-se a si mesmo; por isso, Deus o exaltou acima de tudo.

Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses 2,6-11

6

Jesus Cristo, existindo em condição divina, não fez do ser igual a Deus uma usurpação,

7

mas ele esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos homens. Encontrado com aspecto humano,

8

humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz.

9

Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo nome.

10

Assim, ao nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra, e toda língua proclame: "Jesus Cristo é o Senhor", para a glória de Deus Pai.

Palavra do Senhor.

Aclamação ao Evangelho

Fl 2,8-9

R. Glória e louvor a vós, ó Cristo.

V. Jesus Cristo se tornou obediente,

obediente até a morte numa cruz.

Pelo que o Senhor Deus o exaltou

e deu-lhe um nome muito acima de outro nome.

EVANGELHO (mais longo)

Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo Mateus 26,14-27,66

O que me dareis se vos entregar Jesus?

Naquele tempo,

14

Um dos doze discípulos, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os sumos sacerdotes

15

e disse: "O que me dareis se vos entregar Jesus?" Combinaram, então, trinta moedas de prata.

16

E daí em diante, Judas procurava uma oportunidade para entregar Jesus. Onde queres que façamos os preparativos para comer a Páscoa?

17

No primeiro dia da festa dos ázimos, os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: "Onde queres que façamos os preparativos para comer a Páscoa?"

18

Jesus respondeu: "Ide à cidade, procurai certo homem e dizei-lhe: 'O Mestre manda dizer: o meu tempo está próximo, vou celebrar a Páscoa em tua casa, junto com meus discípulos'".

19

Os discípulos fizeram como Jesus mandou e prepararam a Páscoa. Um de vós vai me trair.

20

Ao cair da tarde, Jesus pôs-se à mesa com os doze discípulos.

21

Enquanto comiam, Jesus disse: "Em verdade eu vos digo, um de vós vai me trair".

22

Eles ficaram muito tristes e, um por um, começaram a lhe perguntar: "Senhor, será que sou eu?"

23

Jesus respondeu: "Quem vai me trair é aquele que comigo põe a mão no prato.

24

O Filho do Homem vai morrer, conforme diz a Escritura a respeito dele. Contudo, ai daquele que trair o Filho do Homem! Seria melhor que nunca tivesse nascido!"

25

Então Judas, o traidor, perguntou: "Mestre, serei eu?" Jesus lhe respondeu: "Tu o dizes". Isto é o meu corpo. Isto é o meu sangue.

26

Enquanto comiam, Jesus tomou um pão e, tendo pronunciado a bênção, partiu-o, distribuiu-o aos discípulos, e disse: "Tomai e comei, isto é o meu corpo".

27

Em seguida, tomou um cálice, deu graças e entregou-lhes, dizendo: "Bebei dele todos.

28

Pois isto é o meu sangue, o sangue da aliança, que é derramado em favor de muitos, para remissão dos pecados.

29

Eu vos digo: de hoje em diante não beberei deste fruto da videira, até ao dia em que, convosco, beberei o vinho novo no Reino do meu Pai".

30

Depois de terem cantado salmos, foram para o monte das Oliveiras. Ferirei o pastor e as ovelhas do rebanho se dispersarão.

31

Então Jesus disse aos discípulos: "Esta noite, vós ficareis decepcionados por minha causa. Pois assim diz a Escritura: 'Ferirei o pastor e as ovelhas do rebanho se dispersarão'.

32

Mas, depois de ressuscitar, eu irei à vossa frente para a Galileia".

33

Disse Pedro a Jesus: "Ainda que todos fiquem decepcionados por tua causa, eu jamais ficarei".

34

Jesus lhe declarou: "Em verdade eu te digo, que, esta noite, antes que o galo cante, tu me negarás três vezes".

35

Pedro respondeu: "Ainda que eu tenha de morrer contigo, mesmo assim não te negarei". E todos os discípulos disseram a mesma coisa. Começou a ficar triste e angustiado.

36

Então Jesus foi com eles a um lugar chamado Getsêmani, e disse: "Sentai-vos aqui, enquanto eu vou até ali para rezar!"

37

Jesus levou consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, e começou a ficar triste e angustiado.

38

Então Jesus lhes disse: "Minha alma está triste até á morte. Ficai aqui e vigiai comigo!"

39

Jesus foi um pouco mais adiante, prostrou-se com o rosto por terra e rezou: "Meu Pai, se é possível, afaste-se de mim este cálice. Contudo, não seja feito como eu quero, mas sim como tu queres".

40

Voltando para junto dos discípulos, Jesus encontrou-os dormindo, e disse a Pedro: "Vós não fostes capazes de fazer uma hora de vigília comigo?

41

Vigiai e rezai, para não cairdes em tentação; pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca".

42

Jesus se afastou pela segunda vez e rezou: "Meu Pai, se este cálice não pode passar sem que eu o beba, seja feita a tua vontade!"

43

Ele voltou de novo e encontrou os discípulos dormindo, porque seus olhos estavam pesados de sono.

44

Deixando-os, Jesus afastou-se e rezou pela terceira vez, repetindo as mesmas palavras.

45

Então voltou para junto dos discípulos e disse: "Agora podeis dormir e descansar. Eis que chegou a hora e o Filho do Homem é entregue nas mãos dos pecadores.

46

Levantai-vos! Vamos! Aquele que me vai trair, já está chegando". Lançaram as mãos sobre Jesus e o prenderam.

47

Jesus ainda falava, quando veio Judas, um dos Doze, com uma grande multidão armada de espadas e paus. Vinham a mandado dos sumos sacerdotes e dos anciãos do povo.

48

O traidor tinha combinado com eles um sinal, dizendo: "Jesus é aquele que eu beijar; prendei-o!"

49

Judas, logo se aproximou de Jesus, dizendo: "Salve, Mestre!" E beijou-o.

50

Jesus lhe disse: "Amigo, a que vieste?" Então os outros avançaram lançaram as mãos sobre Jesus e o prenderam.

51

Nesse momento, um dos que estavam com Jesus estendeu a mão, puxou a espada, e feriu o servo do Sumo Sacerdote, cortando-lhe a orelha.

52

Jesus, porém, lhe disse: "Guarda a espada na bainha! pois todos os que usam a espada pela espada morrerão.

53

Ou pensas que eu não poderia recorrer ao meu Pai e ele me mandaria logo mais de doze legiões de anjos?

54

Então, como se cumpririam as Escrituras, que dizem que isso deve acontecer?"

55

E, naquela hora, Jesus disse à multidão: "Vós viestes com espadas e paus para me prender, como se eu fosse um assaltante. Todos os dias, no Templo, eu me sentava para ensinar, e vós não me prendestes".

56

Porém, tudo isto aconteceu para se cumprir o que os profetas escreveram. Então todos os discípulos, abandonando Jesus, fugiram. Vereis o Filho do Homem sentado à direita do Todo-poderoso.

57

Aqueles que prenderam Jesus levaram-no à casa do Sumo Sacerdote Caifás, onde estavam reunidos os mestres da Lei e os anciãos.

58

Pedro seguiu Jesus de longe até o pátio interno da casa do Sumo Sacerdote. Entrou e sentou-se com os guardas para ver como terminaria tudo aquilo.

59

Ora, os sumos sacerdotes e todo o Sinédrio procuravam um falso testemunho contra Jesus, a fim de condená-lo à morte.

60

E nada encontraram, embora se apresentassem muitas falsas testemunhas. Por fim, vieram duas testemunhas,

61

que afirmaram: "Este homem declarou: 'posso destruir o Templo de Deus e construí-lo de novo em três dias'".

62

Então o Sumo Sacerdote levantou-se e perguntou a Jesus: "Nada tens a responder ao que estes testemunham contra ti?"

63

Jesus, porém, continuava calado. E o Sumo Sacerdote lhe disse: "Eu te conjuro pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Messias, o Filho de Deus".

64

Jesus respondeu: "Tu o dizes. Além disso, eu vos digo que de agora em diante vereis o Filho do Homem sentado à direita do Todo-poderoso, vindo sobre as nuvens do céu".

65

Então o sumo sacerdote rasgou suas vestes e disse: "Blasfemou! Que necessidade temos ainda de testemunhas? Pois agora mesmo vós ouvistes a blasfêmia.

66

Que vos parece?" Responderam: "É réu de morte!"

67

Então cuspiram no rosto de Jesus e o esbofetearam. Outros lhe deram bordoadas,

68

dizendo: "Faze-nos uma profecia, Cristo, quem foi que te bateu?" Antes que o galo cante, tu me negarás três vezes.

69

Pedro estava sentado fora, no pátio. Uma criada chegou perto dele e disse: "Tu também estavas com Jesus, o Galileu!"

70

Mas ele negou diante de todos: "Não sei o que tu estás dizendo".

71

E saiu para a entrada do pátio. Então uma outra criada viu Pedro e disse aos que estavam ali: "Este também estava com Jesus, o Nazareno".

72

Pedro negou outra vez, jurando: "Nem conheço esse homem!"

73

Pouco depois, os que estavam ali aproximaram-se de Pedro e disseram: "É claro que tu também és um deles, pois o teu modo de falar te denuncia".

74

Pedro começou a maldizer e a jurar, dizendo que não conhecia esse homem!" E nesse instante o galo cantou.

75

Pedro se lembrou do que Jesus tinha dito: "Antes que o galo cante, tu me negarás três vezes". E saindo dali, chorou amargamente. Entregaram Jesus a Pilatos, o governador. 27,1 De manhã cedo, todos os sumos sacerdotes e os anciãos do povo convocaram um conselho contra Jesus, para condená-lo à morte.

2

Eles o amarraram, levaram-no e o entregaram a Pilatos, o governador. Não é lícito colocá-las no tesouro porque é preço de sangue.

3

Então Judas, o traidor, ao ver que Jesus fora condenado, ficou arrependido e foi devolver as trinta moedas de prata aos sumos sacerdotes e aos anciãos,

4

dizendo: "Pequei, entregando à morte um homem inocente". Eles responderam: "O que temos nós com isso? O problema é teu".

5

Judas jogou as moedas no santuário, saiu e foi se enforcar.

6

Recolhendo as moedas, os sumos sacerdotes disseram: "É contra a Lei colocá-las no tesouro do Templo, porque é preço de sangue".

7

Então discutiram em conselho e compraram com elas o Campo do Oleiro, para aí fazer o cemitério dos estrangeiros.

8

É por isso que aquele campo até hoje é chamado de "Campo de Sangue".

9

Assim se cumpriu o que tinha dito o profeta Jeremias: "Eles pegaram as trinta moedas de prata - preço do Precioso, preço com que os filhos de Israel o avaliaram -

10

e as deram em troca do Campo do Oleiro, conforme o Senhor me ordenou!" Tu és o rei dos judeus?

11

Jesus foi posto diante do governador, e este o interrogou: "Tu és o rei dos judeus?" Jesus declarou: "É como dizes",

12

e nada respondeu, quando foi acusado pelos sumos sacerdotes e anciãos.

13

Então Pilatos perguntou: "Não estás ouvindo de quanta coisa eles te acusam?"

14

Mas Jesus não respondeu uma só palavra, e o governador ficou muito impressionado.

15

Na festa da Páscoa, o governador costumava soltar o prisioneiro que a multidão quisesse.

16

Naquela ocasião, tinham um prisioneiro famoso, chamado Barrabás.

17

Então Pilatos perguntou à multidão reunida: "Quem vós quereis que eu solte: Barrabás, ou Jesus, a quem chamam de Cristo?"

18

Pilatos bem sabia que eles haviam entregado Jesus por inveja.

19

Enquanto Pilatos estava sentado no tribunal, sua mulher mandou dizer a ele: "Não te envolvas com esse justo! Porque esta noite, em sonho, sofri muito por causa dele".

20

Porém, os sumos sacerdotes e os anciãos convenceram as multidões para que pedissem Barrabás e que fizessem Jesus morrer.

21

O governador tornou a perguntar: "Qual dos dois quereis que eu solte?" Eles gritaram: "Barrabás".

22

Pilatos perguntou: "Que farei com Jesus, que chamam de Cristo?" Todos gritaram: "Seja crucificado!"

23

Pilatos falou: "Mas, que mal ele fez?" Eles, porém, gritaram com mais força: "Seja crucificado!"

24

Pilatos viu que nada conseguia e que poderia haver uma revolta. Então mandou trazer água, lavou as mãos diante da multidão, e disse: "Eu não sou responsável pelo sangue deste homem. Este é um problema vosso!"

25

O povo todo respondeu: "Que o sangue dele caia sobre nós e sobre os nossos filhos".

26

Então Pilatos soltou Barrabás, mandou flagelar Jesus, e entregou-o para ser crucificado. Salve, rei dos judeus!

27

Em seguida, os soldados de Pilatos levaram Jesus ao palácio do governador, e reuniram toda a tropa em volta dele.

28

Tiraram sua roupa e o vestiram com um manto vermelho;

29

depois teceram uma coroa de espinhos, puseram a coroa em sua cabeça, e uma vara em sua mão direita. Então se ajoelharam diante de Jesus e zombaram, dizendo: "Salve, rei dos judeus!"

30

Cuspiram nele e, pegando uma vara, bateram na sua cabeça.

31

Depois de zombar dele, tiraram-lhe o manto vermelho e, de novo, o vestiram com suas próprias roupas. Daí o levaram para crucificar. Com ele também crucificaram dois ladrões.

32

Quando saíam, encontraram um homem chamado Simão, da cidade de Cirene, e o obrigaram a carregar a cruz de Jesus.

33

E chegaram a um lugar chamado Gólgota, que quer dizer "lugar da caveira".

34

Ali deram vinho misturado com fel para Jesus beber. Ele provou, mas não quis beber.

35

Depois de o crucificarem, fizeram um sorteio, repartindo entre si as suas vestes.

36

E ficaram ali sentados, montando guarda.

37

Acima da cabeça de Jesus puseram o motivo da sua condenação: "Este é Jesus, o Rei dos Judeus".

38

Com ele também crucificaram dois ladrões, um à direita e outro à esquerda de Jesus. Se és o Filho de Deus, desce da cruz!

39

As pessoas que passavam por ali o insultavam, balançando a cabeça e dizendo:

40

"Tu que ias destruir o Templo e construí-lo de novo em três dias, salva-te a ti mesmo! Se és o Filho de Deus, desce da cruz!"

41

Do mesmo modo, os sumos sacerdotes, junto com os mestres da Lei e os anciãos, também zombaram de Jesus:

42

"A outros salvou... a si mesmo não pode salvar! É Rei de Israel... Desça agora da cruz! e acreditaremos nele.

43

Confiou em Deus; que o livre agora, se é que Deus o ama! Já que ele disse: Eu sou o Filho de Deus".

44

Do mesmo modo, também os dois ladrões que foram crucificados com Jesus, o insultavam. Eli, Eli, lamá sabactâni?

45

Desde o meio-dia até às três horas da tarde, houve escuridão sobre toda a terra.

46

Pelas três horas da tarde, Jesus deu um forte grito: "Eli, Eli, lamá sabactâni?", que quer dizer: "Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?"

47

Alguns dos que ali estavam, ouvindo-o, disseram: "Ele está chamando Elias!"

48

E logo um deles, correndo, pegou uma esponja, ensopou-a em vinagre, colocou-a na ponta de uma vara, e lhe deu para beber.

49

Outros, porém, disseram: "Deixa, vamos ver se Elias vem salvá-lo!"

50

Então Jesus deu outra vez um forte grito e entregou o espírito. Aqui todos se ajoelham e faz-se uma pausa.

51

E eis que a cortina do santuário rasgou-se de alto a baixo, em duas partes, a terra tremeu e as pedras se partiram.

52

Os túmulos se abriram e muito corpos dos santos falecidos ressuscitaram!

53

Saindo dos túmulos, depois da ressurreição de Jesus, apareceram na Cidade Santa e foram vistos por muitas pessoas.

54

O oficial e os soldados que estavam com ele guardando Jesus, ao notarem o terremoto e tudo que havia acontecido, ficaram com muito medo e disseram: "Ele era mesmo Filho de Deus!"

55

Grande número de mulheres estava ali, olhando de longe. Elas haviam acompanhado Jesus desde a Galileia, prestando-lhe serviços.

56

Entre elas estavam Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu. José colocou o corpo de Jesus em um túmulo novo.

57

Ao entardecer, veio um homem rico de Arimateia, chamado José, que também se tornara discípulo de Jesus.

58

Ele foi procurar Pilatos e pediu o corpo de Jesus. Então Pilatos mandou que lhe entregassem o corpo.

59

José, tomando o corpo, envolveu-o num lençol limpo,

60

e o colocou em um túmulo novo, que havia mandado escavar na rocha. Em seguida, rolou uma grande pedra para fechar a entrada do túmulo, e retirou-se.

61

Maria Madalena e a outra Maria estavam ali sentadas, diante do sepulcro. Tendes uma guarda. Ide, guardai o sepulcro como melhor vos parecer.

62

No dia seguinte, como era o dia depois da preparação para o sábado, os sumos sacerdotes e os fariseus foram ter com Pilatos,

63

e disseram: "Senhor, nós nos lembramos de que quando este impostor ainda estava vivo, disse: 'Depois de três dias eu ressuscitarei!'

64

Portanto, manda guardar o sepulcro até ao terceiro dia, para não acontecer que os discípulos venham roubar o corpo e digam ao povo: 'Ele ressuscitou dos mortos!' pois essa última impostura seria pior do que a primeira".

65

Pilatos respondeu: "Tendes uma guarda. Ide e guardai o sepulcro como melhor vos parecer".

66

Então eles foram reforçar a segurança do sepulcro: lacraram a pedra e montaram guarda.

Palavra da Salvação

Ou:

EVANGELHO (mais breve)

Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo Mateus 27,11-54

Tu és o rei dos judeus?

11

Naquele tempo, Jesus foi posto diante do Pôncio Pilatos, e este o interrogou: "Tu és o rei dos judeus?" Jesus declarou: "É como dizes",

12

e nada respondeu, quando foi acusado pelos sumos sacerdotes e anciãos.

13

Então Pilatos perguntou: "Não estás ouvindo de quanta coisa eles te acusam?"

14

Mas Jesus não respondeu uma só palavra, e o governador ficou muito impressionado.

15

Na festa da Páscoa, o governador costumava soltar o prisioneiro que a multidão quisesse.

16

Naquela ocasião, tinham um prisioneiro famoso, chamado Barrabás.

17

Então Pilatos perguntou à multidão reunida: "Quem vós quereis que eu solte: Barrabás, ou Jesus, a quem chamam de Cristo?"

18

Pilatos bem sabia que eles haviam entregado Jesus por inveja.

19

Enquanto Pilatos estava sentado no tribunal, sua mulher mandou dizer a ele: "Não te envolvas com esse justo! Porque esta noite, em sonho, sofri muito por causa dele".

20

Porém, os sumos sacerdotes e os anciãos convenceram as multidões para que pedissem Barrabás e que fizessem Jesus morrer.

21

O governador tornou a perguntar: "Qual dos dois quereis que eu solte?" Eles gritaram: "Barrabás".

22

Pilatos perguntou: "Que farei com Jesus, que chamam de Cristo?" Todos gritaram: "Seja crucificado!"

23

Pilatos falou: "Mas, que mal ele fez?" Eles, porém, gritaram com mais força: "Seja crucificado!"

24

Pilatos viu que nada conseguia e que poderia haver uma revolta. Então mandou trazer água, lavou as mãos diante da multidão, e disse: "Eu não sou responsável pelo sangue deste homem. Este é um problema vosso!"

25

O povo todo respondeu: "Que o sangue dele caia sobre nós e sobre os nossos filhos".

26

Então Pilatos soltou Barrabás, mandou flagelar Jesus, e entregou-o para ser crucificado. Salve, rei dos judeus!

27

Em seguida, os soldados de Pilatos levaram Jesus ao palácio do governador, e reuniram toda a tropa em volta dele.

28

Tiraram sua roupa e o vestiram com um manto vermelho;

29

depois teceram uma coroa de espinhos, puseram a coroa em sua cabeça, e uma vara em sua mão direita. Então se ajoelharam diante de Jesus e zombaram, dizendo: "Salve, rei dos judeus!"

30

Cuspiram nele e, pegando uma vara, bateram na sua cabeça.

31

Depois de zombar dele, tiraram-lhe o manto vermelho e, de novo, o vestiram com suas próprias roupas. Daí o levaram para crucificar. Com ele também crucificaram dois ladrões.

32

Quando saíam, encontraram um homem chamado Simão, da cidade de Cirene, e o obrigaram a carregar a cruz de Jesus.

33

E chegaram a um lugar chamado Gólgota, que quer dizer "lugar da caveira".

34

Ali deram vinho misturado com fel para Jesus beber. Ele provou, mas não quis beber.

35

Depois de o crucificarem, fizeram um sorteio, repartindo entre si as suas vestes.

36

E ficaram ali sentados, montando guarda.

37

Acima da cabeça de Jesus puseram o motivo da sua condenação: "Este é Jesus, o Rei dos Judeus".

38

Com ele também crucificaram dois ladrões, um à direita e outro à esquerda de Jesus. Se és o Filho de Deus, desce da cruz!

39

As pessoas que passavam por ali o insultavam, balançando a cabeça e dizendo:

40

"Tu que ias destruir o Templo e construí-lo de novo em três dias, salva-te a ti mesmo! Se és o Filho de Deus, desce da cruz!"

41

Do mesmo modo, os sumos sacerdotes, junto com os mestres da Lei e os anciãos, também zombaram de Jesus:

42

"A outros salvou... a si mesmo não pode salvar! É Rei de Israel... Desça agora da cruz! e acreditaremos nele.

43

Confiou em Deus; que o livre agora, se é que Deus o ama! Já que ele disse: Eu sou o Filho de Deus".

44

Do mesmo modo, também os dois ladrões que foram crucificados com Jesus, o insultavam. Eli, Eli, lamá sabactâni?

45

Desde o meio-dia até às três horas da tarde, houve escuridão sobre toda a terra.

46

Pelas três horas da tarde, Jesus deu um forte grito: "Eli, Eli, lamá sabactâni?", que quer dizer: "Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?"

47

Alguns dos que ali estavam, ouvindo-o, disseram: "Ele está chamando Elias!"

48

E logo um deles, correndo, pegou uma esponja, ensopou-a em vinagre, colocou-a na ponta de uma vara, e lhe deu para beber.

49

Outros, porém, disseram: "Deixa, vamos ver se Elias vem salvá-lo!"

50

Então Jesus deu outra vez um forte grito e entregou o espírito. Aqui todos se ajoelham e faz-se uma pausa.

51

E eis que a cortina do santuário rasgou-se de alto a baixo, em duas partes, a terra tremeu e as pedras se partiram.

52

Os túmulos se abriram e muito corpos dos santos falecidos ressuscitaram!

53

Saindo dos túmulos, depois da ressurreição de Jesus, apareceram na Cidade Santa e foram vistos por muitas pessoas.

54

O oficial e os soldados que estavam com ele guardando Jesus, ao notarem o terremoto e tudo que havia acontecido, ficaram com muito medo e disseram: "Ele era mesmo Filho de Deus!"

Palavra da Salvação.

Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo Mateus 27,11-54

Naquele tempo:

Jesus foi posto diante de Pôncio Pilatos,

e este o interrogou:

'Tu és o rei dos judeus?'

Jesus declarou: 'É como dizes',

e nada respondeu, quando foi acusado

pelos sumos sacerdotes e anciãos.

Então Pilatos perguntou:

'Não estás ouvindo de quanta coisa eles te acusam?'

Mas Jesus não respondeu uma só palavra,

e o governador ficou muito impressionado.

Na festa da Páscoa,

o governador costumava soltar o prisioneiro

que a multidão quisesse.

Naquela ocasião, tinham um prisioneiro famoso,

chamado Barrabás.

Então Pilatos perguntou à multidão reunida:

'Quem vós quereis que eu solte:

Barrabás, ou Jesus, a quem chamam de Cristo?'

Pilatos bem sabia

que eles haviam entregado Jesus por inveja.

Enquanto Pilatos estava sentado no tribunal,

sua mulher mandou dizer a ele:

'Não te envolvas com esse justo! porque esta noite,

em sonho, sofri muito por causa dele.'

Porém, os sumos sacerdotes e os anciãos

convenceram as multidões para que pedissem Barrabás

e que fizessem Jesus morrer.

O governador tornou a perguntar:

'Qual dos dois quereis que eu solte?'

Eles gritaram: 'Barrabás.'

Pilatos perguntou: 'Que farei com Jesus,

que chamam de Cristo?'

Todos gritaram: 'Seja crucificado!'

Pilatos falou: 'Mas, que mal ele fez?'

Eles, porém, gritaram com mais força:

'Seja crucificado!'

Pilatos viu que nada conseguia<

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